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21 de junho de 2016

{RESENHA} A Garota no Trem – Paula Hawkins

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Olá leitores! Acompanhando o sucesso de livros psicológicos como Garota Exemplar, de Gillian Flynn, o lançamento de 2o15 da Editora Record é um thriller psicológico que vai tirar seu fôlego em cada página! Escrito por Paula Hawkins, de 42 anos, nascida no Zimbábue e moradora em Londres, rendeu um dos maiores fenômenos editoriais do ano.  Recentemente foi comprado pela Universal Pictures e terá adaptação cinematográfica por Tate Taylor, com data marcada para 24 de novembro de 2016! O elenco traz Emily Blunt como a protagonista, além de Rebecca Ferguson, Luke Evans, Lisa Kudrow, Allison Janney, Laura Prepon e Haley Bennett. Veja o trailer  Por Dallyla

A GAROTA NO TREM

Editora: Record (ed. 1)

Original: The Girl on the Train

Páginas: 378

Lançamento (ano): agosto – 2015

Adicione no Skoob! | Sobre o livro

Sinopse: Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Nós, leitores sempre temos mania de ler livros porque os comparamos a outros que já lemos e aprovamos. A garota no trem me foi indicada por um amigo, que afirmava que a leitura seria no estilo "Garota exemplar" por ser um thriller psicológico. Aproveitei a indicação e li. Paula Hawkins arrebentou no seu romance de estreia e esse livro pode ser comparado - na minha humildíssima opinião - aos de autores já renomados do suspense. Pois trata-se de uma estória relativamente simples, mas muito bem contada. Tenho o costume de gostar do livro a primeira vista por causa da capa, que tem um grande impacto visual no leitor, mas nesse caso, a capa não me convenceria a comprar, se eu não conhece a sinopse, claro.

Todo o enredo se passa em torno de um mistério que envolve o desaparecimento de Megan Hipwell, e é contado em capítulos pela personagem principal, Rachel, pela própria Meghan e Anna. A princípio me pareceu ser um acontecimento sem importância na vida das personagens, mesmo sabendo que poderia sim haver ligação entre os fatos.

Mas porque um desaparecimento pode ter tanto impacto e envolver personagens tão distintos? O trem tem papel fundamental pra isso e serve de pano de fundo durante toda a estória, que une todos os personagens.

Rachel é alcoólatra, mora de favor com uma amiga, e perdeu o emprego após chegar bêbada no trabalho. Só com essa descrição já da pra imaginar que tipo de personagem ela pode ser. Não acho que a autora conseguiu me fazer ter simpatia por Rachel, pois ela me pareceu durante boa parte, ou pensando bem, quase toda parte do livro, ser uma mulher indecisa, descrita por outros personagens como mentalmente instável, o que fez com que a leitura se prendesse no começo aos devaneios e indecisôes da moça. Apesar disso, sei que Rachel teve papel fundamental no desenrolar de tudo, quando decidiu fingir continuar trabalhando para a amiga não expulsá-la de casa. Ela pegava o trem todos os dias, de Ashbury para Londres, onde fingia trabalhar.

Rachel teve um passado ruim com seu ex-marido que a abandonou pela amante. Ela nunca superou e o pior de tudo é que ela, todos os dias, passava de trem em frente à rua, e à casa onde eles moravam e onde, agora, seu ex vive com a nova esposa/ex-amante, Anna e uma filha.

O que tira a personagem do tédio da viajem, e o que eu achei bem imprevisível de se acontecer, é a obsessão de Rachel pela vida de um casal, que mora algumas casas depois da sua antiga casa. Jess e Jason, o casal a quem ela deu nomes, imaginou suas personalidades, e rotinas são os alvos da atenção de Rachel.

Achei bem louca essa obsessão e por isso minha simpatia por ela não fluiu, desde o início, afinal, quem se apaixona por um casal que você só vê quando o trem passa em frente à sacada da casa deles?

Essa é só mais uma das bizarrices da Rachel, além de ela insistir em perturbar a vida do ex marido constantemente. A rotina dela muda bruscamente quando um dia ela vê no jornal, que "sua amiga", Jess está desaparecida.

Meghan é dada como desaparecida no mesmo dia em que Rachael bebeu e teve uma perda de memória causada pelo álcool. Daí começa o interesse de Rachel pelo acontecido.

A leitura é muito fluída por ser contada por três personagens diferentes. Meghan conta sua parte sempre no passado, antes de desaparecer. As outras duas personagens tem somente a visão do que já aconteceu, e isso é interessante porque as questões levantadas pela Rachael são pouco a pouco respondidas por Meghan.

Durante a leitura fiquei ansiosa com o que iria ler, como iria terminar, o que iria descobrir porque  isso é exatamente o que a leitura nos causa com esse suspense.

Graças a Deus não encontrei nenhum erro de impressão, pois odeio quando isso acontece, e isso me deixou tranquila quanto a qualidade do que eu tava lendo. É um livro que vale a pena e que se duvidar você fica tão imerso na leitura que logo acaba.

Você gosta de thrillers? Não deixe de opinar, comente!

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8 de março de 2016

{RESENHA} Orgulho e Preconceito – Jane Austen

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Oooi minha gente! Nesse Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março, pra que melhor que Jane Austen pra vir em peso aqui representar essas escritoras lindas e que tanto amamos nessa resenha caprichada que fizemos dedicado a todas as nossas leitoras do blog? Espero que adorem o texto e não deixem de acreditar no amor e na força que a mulher tem em todas as épocas! #LEIAMULHERES Por Dallyla

ORGULHO E PRECONCEITO

Editora: Landmark (ed. 1)

Original: Pride and Prejudice

Páginas: 400

Lançamento (ano):  - 2008

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Sinopse: Considerada a primeira romancista moderna da literatura inglesa, Jane Austen começou seu segundo romance, ORGULHO E PRECONCEITO, antes dos 21 anos de idade. Assim como em outras obras de Austen, o livro é escrito de forma satírica.

ORGULHO E PRECONCEITO pode ser considerado como especial porque transcende o preconceito causado pelas falsas primeiras impressões e adentra no psicológico, mostrando como o auto-conhecimento pode interferir nos julgamentos errôneos feitos a outras pessoas. A autora revela certas posturas de seus personagens em situações cotidianas que, muitas vezes, causam momentos cômicos aos leitores, dando um caráter mais leve e satírico ao livro. As emoções e sentimentos devem ser decifrados por quem decidir mergulhar na obra de Jane Austen, visto que se apresentam encobertos nas entrelinhas do texto. A escritora inglesa apresenta seu poder de expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz em ORGULHO E PRECONCEITO; capaz de transmitir mensagens complexas valendo-se de seu estilo a um tempo simples e espirituoso.
O principal assunto do livro é contemplado logo na frase inicial, quando a autora menciona que um homem solteiro e possuidor de grande fortuna deve ser o desejo de uma esposa. Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: a autora declara que o foco da trama será os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor à obra ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum, e prepara o leitor para a caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes. O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo.
Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.
Considerado a obra prima de Jane Austen, ORGULHO E PRECONCEITO ganhou diversas versões para o cinema e televisão, a mais recente em 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais.

   Orgulho e preconceito é um clássico e até os dias de hoje, após duzentos anos depois de sua publicação faz sucesso mesmo com o público juvenil. Sempre tive a ambição de ler essa obra, e vi essa oportunidade quando tive que fazer um seminário na faculdade na cadeira de literatura; Romance do século XIX. É óbvio que agarrei a oportunidade pra fazer resenha e aqui estou eu, super fã do livro.

O livro é narrado em terceira pessoa e a estória acontece no século XIX. Narrando principalmente a visão de mundo e os pensamentos da jovem Elizabeth Bennet, que desde o começo do enredo se mostra uma personagem com alto nível intelectual, principalmente porque tem uma maneira diferente de lidar com assuntos pertinentes na época, tais como a busca por um matrimônio com interesse, educação da mulher e moralidade.

Lizzy é a segunda mais velha de cinco irmãs (Jane, Mary, Kitty e Lydia) e mostra-se totalmente indiferente à busca por um marido, diferente de suas três irmãs mais novas, que durante todo o enredo buscam incessantemente por um pretendente. Para mim, Lizzy representa bem a mulher moderna, o que tem em mente e o que quer, independentemente do que as pessoas acham.

O livro começa com a mãe de Elizabeth, Sra. Bennet conversando com Sr. Bennet sobre a chegada de um jovem rico à cidade onde moram. O jovem Charles Bingley, um cobiçado solteiro, rico e encantador chega a Hertfordshire junto com suas duas irmãs e seu melhor amigo Fitzwilliam Darcy para passarem uma temporada na mansão de Netherfield. Logo, a Sra. Bennet interessa-se por convidá-los para um encontro, pois seu maior desejo é ver suas filhas casadas e com boas condições de vida. Sra. Bennet teme pela perda de sua propriedade e seus bens, pois tendo somente filhas e naquela época, somente homens podiam herdar a fortuna dos pais, ela insiste para o casamento das filhas durante todo o enredo. A obra nos coloca dentro de um romance sutil quando Lizzy se aproxima de maneira desinteressada pelo jovem Darcy por meio da aproximação de Bingley com sua irmã mais velha Jane. Bingley logo se encanta por Jane e a quer como esposa. Em meio a um baile, Elizabeth ouve uma conversa de Darcy e Bingley, que a faz ter uma péssima impressão de Darcy e ter o seu orgulho ferido. Darcy se nega a dançar com ela, pois a considera não sendo bela o suficiente para dançar com ele.

Jane Austen mostra uma visão antipática, orgulhosa e reservada de Darcy, além de mostrar uma separação social profunda entre ele e Lizzy que os mantém, desde o primeiro encontro dentro de um conflito que os acompanha durante boa parte da obra, envolvendo-os em conversas sempre conflituosas e que acabam em julgamentos precipitados, orgulhosos e preconceituosos.

Mesmo diante de sentimentos negativos tão persistentes por parte de Elizabeth, ela deixa florescer um amor secreto no qual guarda somente para si. A autora também nos faz conhecer os sentimentos de Darcy por ela; sentimentos esses de encantamento, e que só são demonstrados depois que a impressão de Elizabeth por ele é piorada por uma sucessão de acontecimentos. Preciso dizer que mesmo que em alguns momentos o desenrolar da trama queira nos fazer odiar Darcy, ele tem uma maneira só dele de conquistar as leitoras.

Em meio a bailes, jantares e vários outros encontros, disputas por interesses e hierarquia social são tratadas de maneira ironizada pela autora através de sua protagonista principal por meio de discursos sutilmente irônicos e que se lidos de maneira desconcentrada passam despercebidos pelos olhares do leitor da obra.

É possível perceber ainda, que cada personagem tem um estereótipo das pessoas do século XIX, com comportamentos que na atualidade podem ser vistos como crítica à sociedade burguesa da época no que se refere ao preconceito referente à classe social.

Durante a leitura pude perceber que Austen usou o título do livro para apresentar características dos dois personagens principais. Darcy é um homem orgulhoso e Elizabeth é guiada pelo preconceito que a acompanha desde seu primeiro encontro com Darcy. O romance é ao mesmo tempo arrebatador e tão sutil que em nenhum momento é citado nem mesmo um único toque ou beijo entre os amantes. Mesmo diante de dúvidas e desilusões, os personagens são unidos por um sentimento maior que é o amor.

Já leu ou viu esse clássico? Comente!

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1 de dezembro de 2015

{RESENHA} A Aposta – Vanessa Bosso

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Ju

Olá leitores! Lançamento nacional de Setembro, A Aposta é da mesma autora de O Homem Perfeito, que já tem resenha no blog e foi lançado pela nossa parceira, Editora Novas Páginas, selo da Novo Conceito. A continuação A Aposta 2 não tem previsão de lançamento, mas está disponível na Amazon para compra! Veio autografado, obrigada! Por Dallyla

Ju

EXCELENTEA APOSTA

Editora: Editora Novas Páginas (ed. 1)

Páginas: 288

Lançamento (ano): Setembro - 2015

Adicione no Skoob! | Sobre o livro | Baixe trecho! (PDF)

Sinopse: A primeira experiência amorosa de Nina não foi nada boa. Diante de tamanha decepção, a garota não quer saber de namorados e seu coração virou uma pedra de gelo. No colégio, os garotos lançam uma aposta a Lex, o grande pegador , daqueles que arrancam suspiros até mesmo de objetos inanimados. Será que ele, com todo seu poder de sedução, conseguirá conquistar o coração de Nina? De forma hilária e dinâmica, a autora levará os leitores a uma viagem inesquecível, na qual a amizade e o amor reinarão em absoluto... Até que uma vingança surja em cena para estragar tudo. Quem sairá vencedor?
Façam suas apostas. O jogo está prestes a começar.

Ju

Eu já tinha lido O homem perfeito da Vanessa Bosso e minhas primeiras impressões foram ótimas a respeito da autora. Pra completar minha admiração, a Novo Conceito enviou A Aposta autografado e lógico que eu tinha de ler sem pensar duas vezes. Quando li a sinopse do livro, confesso que não me convenci completamente por ser um romance com um final bem esperado.

Mesmo assim, comecei a ler, seguindo os conselhos da autora no autógrafo que diz “Aposte tudo no amor, pois vale a pena”.

Achei a capa bem interessante, mas de cara, bem parecida com as capas de Nicholas Sparks, que sempre têm um casal e uma linda paisagem. É um livro relativamente fino, com uma história curta, então foi fácil se deixar levar pela leitura até perceber que acabou.

Nina é uma personagem envolvente, bonita, inteligente e que diferente de suas amigas, não se deixa envolver com ninguém e dispensa a patadas qualquer cara que tenta se aproximar dela – isso tudo depois de uma grande decepção amorosa. Mas esse jeito ‘durona’ de ser desperta o interesse dos caras do Colégio Prisma, onde ela e suas duas melhores amigas estudam.

Ju

A história já começa com Nina dando um belo tapa no rosto de Lex, após descobrir que ele havia apostado com seus amigos de que conseguiria ficar com Nina. Isso mesmo, os meninos do Prisma tinham a machista brincadeira de fazer ‘grandes apostas’, sobre quem conseguiria ficar com quem. E é claro que a moça não deixou barato, tomando atitudes bem doloridas pra Lex.

Depois de descobrir sobre as apostas, Nina, em uma tentativa de acabar com a brincadeira de uma vez por todas, lança uma contra-aposta à Lex na frente da escola inteira; durante a viagem de formatura do colégio, que aconteceria em uma ilha paradisíaca, Lex teria que conquistar seu coração, se conseguisse, lucraria seis mil reais dela, mas se não, Nina ganharia a aposta e Lex ganharia o título de perdedor.

Nina estava certa de que ganharia esse jogo, como sempre ganha, mas uma velha inimiga pode acabar com seus planos e colocar tudo a perder por vingança.

Lex é um cara bonito e gente boa, conhecido como o ‘pegador’, mas não sabe tomar atitudes sem a ajuda de seu amigo Gancho, que está sempre aprontando alguma coisa, sendo assim, ele aceita a aposta. O que os dois não sabem é o que irá acontecer durante a viagem em um lugar tão maravilhoso. Diante de muitas brigas e incertezas, amigos e inimigos, o jogo pode virar contra ou à favor dos dois, deixando a leitura sempre ansiosa pelo que há por vir.

O que mais me chamou atenção no livro foi como a Van incluiu o narrador no texto. De uma maneira que eu ainda não tinha visto em outros livros, o narrador fala diretamente com o leitor e até da opiniões e enfatiza que estava lá e que viu tudo o que acontecia na cena descrita.

Como é marca registrada da autora, a história é toda bem divertida, e acontece no Brasil mesmo, dando um toque bem nacional. É por isso e tantos outros motivos que essa é uma ótima leitura!

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Ju
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19 de outubro de 2015

{RESENHA} Para Continuar - Felipe Colbert

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JuOi pessoal! Sentiram nossa falta? Tivemos problemas técnicos e por isso tudo atrasou. Esperamos retornar com ótimos posts! E que que tal um romance nacional? Pra quê melhor num feriado nessa Segunda-feira, que o novo romance do Felipe Colbert, pela nossa parceira, editora Novas Páginas, selo da Novo Conceito? (; Obrigada pela cortesia autografada (luxoooo) e pelo marcador exclusivo! Vem com a gente! Por Dallyla Ju

JuPARA CONTINUAR

Editora: Novas Páginas (ed. 1) selo da Novo Conceito

Páginas: 224

Lançamento (ano):  Agosto - 2015

Adicione no Skoob! | Sobre o livro | Leia 1º capítulo! (PDF) | Booktrailer

Sinopse: Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso.

Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.
A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.
O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.

JuJu

Todo mundo tem o seu porão de lanternas.

Essa é a minha mais nova aquisição, e um lançamento muito bem sucedido da NC. Adorei cada pedacinho dele. Não se tornara um livro de cabeceira, mas uns dos que eu super indico sem dúvidas.

Nessa obra, Felipe, o autor, mistura a cultura brasileira e a japonesa em romance cheio de fofura.

Leonardo é bem brasileiro e tem 20 anos. Apesar da pouca idade, ele tem que lidar com um grande problema que é a sua doença cardíaca. Por esse motivo, ele tem que se manter afastado de qualquer tipo de adrenalina e até mesmo um simples susto, que pode levá-lo a morte.

Ele tinha uma vida monótona que se resumia a ficar em casa e lidar com a superproteção dos pais e ir pra faculdade. Sem nenhuma pretensão de fazer novas amizades por medo do preconceito com a sua doença, seu melhor amigo, Penken era sua única companhia.

Até um dia em que voltando pra casa de metrô, ele encontra uma linda oriental sentada ouvindo música. De cara ele se encanta e podemos perceber que esse é um amor à primeira vista, daqueles bem rápidos e indiscretos.

Ju

Dia após dia ele se lembra dela como nunca, e como sua única paixão na vida é a arte, ele a desenha no seu tablet, e nos faz imaginar cada traço do seu rosto. Em determinado momento seu encanto é tamanho ao ponto de levá-lo ao bairro da Liberdade, São Paulo. É um bairro muito conhecido pela grande quantidade de cultura japonesa em um só lugar. O único no Brasil, e é lá que mora a linda Ayako.

Aos poucos, me solidarizei com a vida, e a dor de cada personagem. Ayako vive para ajudar a loja de luminárias de seu avô Ojiisan, cuidar dele e ajudá-lo a guardar um grande e brilhante segredo que esconde-se no porão da loja. Ao mesmo tempo, os dois cuidam de Ho, que é um personagem que vem pra acrescentar e dar trama a estória. Ele tem problemas mentais e pensa como uma criança, mas sua pureza e seu amor por Ayako são incondicionais.

Leo e Ayako tem tudo para se amarem, mas o segredo que o une e a paixão de Ho podem atrapalhar tudo e separá-los para sempre.

Ju

Adorei as ideias trazidas do Japão para acrescentar no livro: todos os mitos sobre o amor e as lanternas, os conselhos do vovô Ojiisan que remetem a religião budista e todo o resto. Foi absolutamente incrível o final, onde eu já estava chateada e pensando que nada mais daria certo, mas Felipe fez com que eu me surpreendesse quando cheguei nas últimas folhas.

Os personagens, tramas, mistério, foi tudo muito bem bolado, mesmo que de maneira fácil, e previsível. O livro é narrado tanto em primeira pessoa, quanto em terceira nos deixando a par de tudo, de pontos de vista diferentes.

Só tenho a parabenizar o autor, e pedir, apesar de o final ter sido bem claro: POR FAVOR ESCREVA MAIS UM LIVRO!

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Ju
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30 de julho de 2015

{RESENHA} Fragmentados vol. 1 - Neal Shusterman

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Ju

Que lua linda! Resenha nova do lançamento desse mês da nossa parceira, Editora Novo Conceito, Fragmentados, uma distopia sobre vidas e jovens rejeitados pelas famílias é o primeiro de uma serie, que foi publicado originalmente em 2007, é seguido de UnWholly (Incompleto, em tradução livre), UnSouled (Desalmado), e UnDivided (Indivisível), publicados em 2012, 2013 e 2014 respectivamente.

Esperamos que a NC não nos deixe 5 anos esperando como nos EUA! #lancemlogo Aliás, o autor disse que vendeu os direitos e vai ser adaptado para o cinema! Por Dallyla

Ju Ju

FRAGMENTADOS

Original: Unwind (2007)

Editora: Novo Conceito (ed. 1) {cortesia}

Páginas: 320

Lançamento (ano): julho - 2015

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Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.
O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

Ju

Primeiro quero que saibam que essa não é só mais uma distopia. Cheia de suspense, bizarrice e um toque de carnificina. Veio pra se diferenciar das distopias atuais exatamente por ser diferente e intrigante, o que torna a leitura sempre motivada por curiosidade e apreensão.

O livro é narrado em terceira pessoa e conta o drama de um mundo que passou por uma grande guerra, a guerra de Heartland. Devido o grande confronto dos dois lados adversários, a guerra só foi acabada com a criação de uma lei; A Lei da Vida. Essa lei diz que qualquer adolescente saudável de 13 a 18 anos pode ser fragmentado.

Ju

A fragmentação serve para substituir partes do corpo de pessoas que precisam de órgãos, ou qualquer parte de um corpo novo. Mas para isso, alguém tem que "doar" essas partes.

Pra um jovem ser fragmentado, seus pais precisam assinar uma autorização. E é assim que Connor, um dos principais personagens, sabe que vai pra fragmentação, quando encontra a documentação escondida na gaveta dos pais.

Nesse mundo, o maior medo de um adolescente é ser fragmentado. Existem vários motivos pra alguém ser fragmentado e um deles é o de que os pais simplesmente querem "abortá-lo". É o que acontece com Connor, que diante do medo e da frustração resolve fugir de casa com a esperança de sobreviver até completar 18 anos e se ver livre. No caminho, ele encontra vários amigos e um deles é Risa, que vivia na Casa Estatal – um tipo de orfanato –, e foi condenada a fragmentação por motivos de lotação. O outro é Lev, que de acordo com a sua religião ser fragmentado é um dízimo, e deve entregar seu corpo como forma de oferta a Deus.

Cheios de determinação esses personagens mostram sua história, drama e medos. A leitura se torna fácil por que todo momento há fuga, luta, ou qualquer outro rebuliço que faz a coisa mais interessante.

Kit que a NC enviou | Imagem do blog Coisas de Mineira

Além do suspense e das ligações que o autor faz com várias histórias e vários personagens que dão um complemento à trama.

Com capítulos pequenos e letra boa, a leitura fica ainda mais fácil. Enfim, fiquei satisfeita da primeira à última folha com a história bem elaborada, personagens superenvolventes e uma leve crítica à sociedade atual no que se trata de religião, e só tenho a parabenizar a NC por esse lançamento!

O livro foi comprado pela Constantin Films e será adaptado para o cinema, sim! Após o script ser preparado, iremos saber mais quando a editora divulgar as informações pra gente, ok? Esse vídeo abaixo foi feito por leitores que acharam que merecia mais atenção e acabou tornando-se o teaser oficial. VEJAM!

 

SOBRE O AUTOR

Ju

NEAL SHUSTERMAN

Já escreveu mais de 30 livros premiados para jovens e adultos, incluindo Full Tilt, a Trilogia Skinkacker, Unwholly, Bruiser e The Schwa Was Here, que recebeu o Boston Globe-Horn Award como melhor livro de ficção.

Ele também escreve roteiros para o cinema e a televisão, como Animorphs e Goosebumps. Pai de quatro filhos, Neal vive no sul da Califórnia.

Saiba mais sobre o autor em storyman.com

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Você curte distopia e series? Comenta aí!

Ju
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17 de julho de 2015

{RESENHA} O Grande Ivan - Katherine Applegate

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Ju Que tarde linda! E vamos de resenha da Dallyla? Ela não para! O dessa vez é de um lançamento do selo infantojuvenil da nossa parceira, Grupo Editorial Novo Conceito, #Irado. Obrigada pelo kit! Capricharam. Vamos nessa?

Ju Ju O GRANDE IVAN Original: The One and Only Ivan

Editora:#Irado (ed. 1) {cortesia}

Páginas: 288

Lançamento (ano): dezembro - 2014

Adicione no Skoob! | Sobre o livro | Baixe trecho (PDF)

Sinopse: Meu nome é Ivan.

Eu sou um gorila.

Não é tão fácil quanto parece...

Ivan mora dentro de um shopping e nunca tinha pensado em voltar para a natureza até o dia em que a pequena Ruby, um filhote de elefante, foi comprada pelo dono do circo.

Baseado em fatos reais, O GRANDE IVAN é uma história deliciosa, cheia de humor, ao mesmo tempo doce e inteligente, sobre os direitos dos animais e sobre a força da amizade.
Não importa quantos anos você tem... Você deveria ler este livro hoje, agora mesmo. Aliás, o que você está esperando para começar?
Ju

Dando voz à quem é tirado de seu habitat natural: o gorila mais legal do mundo.

O ser humano com seu sistema capitalista, já passa dos limites chegando a comercializar animais. Estes que por sua vez são tirados de onde vivem, são obrigados a viver segundo o costume humano, muitas das vezes isolados da natureza. Isso é o que torna estórias de animais sempre emocionantes e revoltantes.

Além da capa dura e das belas ilustrações, o infanto-juvenil é envolvente.

Ju Ju

O que acontece em O grande Ivan, é que Katherine Applegate nos mostra o lado dos animais isolados, aqueles que vivem longe de seu habitat.

No livro, podemos entender como eles podem se sentir: a saudade do lar, o aprisionamento, a observação dos humanos e a falta de privacidade. Sim, até os animais merecem privacidade.

O grande Ivan realmente existiu e foi tirado da selva e colocado em um shopping para exposição. Durante 27 anos, Ivan dava lucro ao dono do shopping, com as visitações e com as vendas de seus desenhos que eram assinados com a marca de sua mão.

Depois que o gorila das costas cinza-prateadas apareceu em uma matéria na National Geographic, milhares de pessoas se comoveram com o gorila que vivia preso, inclusive crianças e protetores dos animais. Depois que Ivan, à pedidos da população foi transferido para um zoológico, Katherine o teve como inspiração para seu livro.

Ju No livro, Ivan é um triste gorila, que convive com seus amigos Bob – um cachorro –, Stella – uma elefanta –, Ruby – uma elefanta bebê – e Julia, a filha do faxineiro do shopping.Ju

Várias reviravoltas acontecem até ele chegar ao zoológico. Algumas até emocionantes. No final, vale a pena se perguntar: Será que os humanos realmente são tão inteligentes quanto pensam?

Ju "Os gorilas são pacientes como pedras. Os humanos, nem tanto."

Veja um vídeo do Ivan enquanto vivo pelo Zoológico de Atlanta:

O livro veio com um kit lindo, de marcador e panfleto do Ivan. Vejam mais imagens:Ju B

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Ju
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